A HISTÓRIA DE OLGA BENARIO

Olga Benario Prestes foi militante política. Alemã, de origem judaica, foi entregue pela ditadura Vargas a Gestapo. Foi exterminada na câmara de gás, no ano de 1942, em Bernburg, Alemanha / GB Imagem

Olga Gutmann Benario nasceu no dia 12 de fevereiro de 1908, na cidade de Munique, Alemanha. De origem judaica, Olga ingressou na política aos 15 anos de idade, através da Liga Comunista da Alemanha. Namorada do líder Otto Braun, juntamente com outros integrantes do partido, lidera um assalto à prisão de Moabit e liberta Braun. Juntos fogem para a então União Soviética; considerada peça importante na organização (a Internacional Comunista), recebe treinamento político-militar.

É neste cenário que conhece Luiz Carlos Prestes que também estava naquele país; Olga Benario é incumbida de ser guarda-costas de Prestes numa missão na qual ele voltaria incógnito ao Brasil, usando nome falso, a fim de promover uma tomada comunista do poder. Eles viajaram disfarçados de marido de mulher e acabaram apaixonados na vida real. As intenções políticas do casal e seu grupo foram frustradas e acabaram todos presos pelo Governo Vargas.

No ano de 1936, Olga é presa e, num julgamento sem precedentes, foi sentenciada à extradição, mesmo estando grávida de sete meses de Prestes. Na Alemanha, foi recebida pela Gestapo e passou por vários campos de concentração. Na prisão, nasceu Anita Leocádia que logo foi separada da mãe e entregue a avó paterna. Olga Benario Prestes foi executada na câmara de gás, no campo de Bernburg, no dia 23 de abril de 1942. No ano de 1998, a Justiça brasileira considerou que o processo de extradição de Benario conteve uma série de erros, permitindo a entrega de uma mulher grávida a um regime totalitário como o Nazista, que cometera tantas atrocidades.

Atualmente, Olga Benario empresta seu nome a varias ruas e escolas na Alemanha, assim como aqui no Brasil. Sua filha, Anita Leocádia Prestes é historiadora; no ano de 1994 recebeu uma indenização do Estado, no valor de 100 mil Reais, previsto na Lei de Anistia que extinguiu a punibilidade da sentença que condenou Olga. Ela doou tal importância ao Instituto Nacional do Câncer.

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