A reposição hormonal masculina ajuda a diminuir a perda da densidade óssea

Os homens também entraram na guerra contra a osteoporose

O aumento da longevidade e estilos de vida mais sedentários têm causado mudanças na saúde da população. A osteoporose, uma doença que fragiliza os ossos e facilita a ocorrência de fraturas e suas complicações, foi considerada uma doença feminina por muito tempo, mas atualmente ela vem avançando na população masculina.

A osteoporose se manifesta de forma diferente em homens e mulheres. No homem a mortalidade e vulnerabilidade em fraturas do fêmur são o dobro do que nas mulheres. Entre 20% a 25% dos portadores de osteoporose sofrem fraturas no fêmur, além de ocorrer uma perda significativa de ossos corticais a partir dos 40 anos, e de ossos trabeculares (coluna vertebral) a partir dos 30 anos. Essas fraturas podem causar deformidades nos quadris e na coluna, além de dificuldades de locomoção.

Normalmente, a doença se revela, em média, por volta dos 75 anos no homem – cerca de 10 anos mais tarde do que a média feminina. Nos homens, além da questão hereditária, osteoporose pode ser provocada pela falta de testosterona. A produção deste hormônio costuma diminuir, de forma discreta, quando os homens ultrapassam os 50 anos. Depois dos 40 anos, a testosterona diminui cerca de 1% ao ano, entretanto, quando essa queda é acentuada, causa o diagnóstico do fenômeno denominado Distúrbio Androgênico do Envelhecimento Masculino (DAEM), ou hipogonadismo.

O DAEM é o resultado das disfunções sexuais e dos problemas físicos provocados pela diminuição do nível de testosterona que atinge homens com mais de 40 anos. Além de aumentar a incidência da osteoporose masculina, o distúrbio provoca ganho de peso, alterações no humor, irritabilidade, depressão, diminuição da libido (desejo sexual) e da massa muscular; aumenta a sensação de cansaço, desânimo, disfunção erétil e mudanças na textura da pele.

Os especialistas explicam que o ideal é que o homem consulte um médico anualmente que recomendará medidas que previnam e que tratem as doenças. No caso da osteoporose é necessária avaliar a densidade óssea, já os níveis de testosterona são aferidos nos exames de sangue.

Uma alimentação rica em cálcio e exercícios físicos regulares contribui para prevenir a osteoporose. Já o DAEM pode ser minimizado por meio da reposição hormonal.
A reposição hormonal melhora a capacidade cognitiva, a memória, a disposição física e a função sexual; além de contribuir para a diminuição do percentual de gordura corporal e a circunferência abdominal. No Brasil, a terapia mais utilizada é a injetável.

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