Contratos suspeitos de Casimiro de Abreu vão parar no MP

Ninguém acredita que a Câmara de Vereadores vá aprovar coissão de inquérito

Acostumado a fazer da gestão pública um núcleo familiar desde o seu o primeiro mandato como prefeito, nomeando parentes para cargos importantes na Prefeitura, Paulo Dames deverá ter muita dor de cabeça pela frente, embora esteja certo de que na Câmara de Vereadores presidida por Rafael Jardim nada acontecerá contra ele. O escândalo da vez é a contratação de empresas registradas em nome de familiares de membros do governo e da Câmara de Vereadores, o que é vedado pela Lei Orgânica do Município. Denúncia nesse sentido será apresentada ao Ministério Público nos próximos dias, já que ninguém acredita em qualquer providência tomada pelo Poder Legislativo, que já foi provocado e deve se pronunciar só depois do dia 15 de fevereiro.

Conforme já foi noticiado, na última segunda-feira o vereador Ramon Gidalte apresentou requerimento pedindo abertura de uma comissão para apurar os contratos firmados com a G&M Empreendimentos e a WW Casimirense, mas as chances de isso vir a ser aprovado em plenário são quase zero. Há até quem aponte que a alegação para a reprovação será “vício de origem”, com os demais membros da Câmara se baseando no fato de ele Ramon requerido uma Comissão Parlamentar de Inquérito e não Comissão Especial de Inquérito, ordem de fator que não altera o produto, mas costuma funcionar muito bem em política, quando o conveniente é varrer o lixo para debaixo do tapete.

Apesar do parentesco explícito entre os representantes das empresas e membros do poder público no município, os contratos foram firmados sucessivamente, sem que ninguém do governo se atentasse para o que diz o Artigo 98 da Lei Orgânica do Município, o prefeito, o vice, os vereadores e os servidores municipais, “bem como as pessoas ligadas a qualquer deles por matrimônio ou parentesco, afim ou consangüíneo, até o segundo grau, ou por adoção, não poderão contratar com o município”. Os contratos com a G&M somam mais de R$ 820 mil e última licitação vencida por ela foi homologada no dia 26 de dezembro, com valor R$ 521.136,91, para implantação de uma estação elevatória de esgoto.

Genro da secretária de Comunicação Renata Sarzedas e do chefe de Transportes da Secretaria de Administração, Charles Magno, Guilherme Macabu aparece assinado também por outra empresa, a WW Casimirense, na condição de procurador junto à Prefeitura.  Essa firma tem contratos no valor de cerca de R$ 575 mil com o município e está registrada nos nomes de Simeão e Paloma Miranda, respectivamente tio e prima do vereador Bruno Miranda, o que por si só impede que a WW Casimirense preste serviços ao município.

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