Lilia Cabral, a grande vilã de “O Sétimo Guardião”

Na vida real a atriz gosta de ficar longe da badalação, mas quando encarna uma personagem na ficção, não tem para ninguém e está sendo assim na trama de Aguinaldo Silva

Debochada, cômica e trágica, malvada sem limites, assim é o perfil de Valentina/Marlene, uma das protagonistas da trama de “O Sétimo Guardião”, interpretada pela grande Lilia Cabral.

E grande não somente na estatura, mas grande no talento e na generosidade. Ela é uma das maiores artistas da dramaturgia brasileira. O reconhecimento do público não aconteceu de repente; a trajetória de Lília Cabral é marcada por muito esforço e dedicação, somente na fase mais madura é que ela foi incluída na lista dos melhores.

Lilia Cabral em uma de suas primeiras cenas na pele de Valentina Marsalla, em “O Sétimo Guardião” / Fábio Rocha-RG

E agora, em “O Sétimo Guardião”, a atriz repete o sucesso. A sua personagem Valentina, que nasceu Marlene, é uma mulher sofrida que desconta em todos aqueles que a cercam a sua frustração e infelicidade. Maldosa e sem limites, faz da vida de todos um verdadeiro suplicio, misturando humor ácido, falta de educação e prepotência no trato com todos à sua volta. Nada fácil fazer um papel tão complexo. Mas, Lília Cabral novamente rouba a cena.

Foi em 1995, depois de 10 anos de muitas labutas que ela ganhou de Manoel Carlos a personagem Sheila, de “História de Amor”, seu primeiro grande destaque. Em 2000, com sua personagem Ingrid, em “Laços de Família”, também de Manoel Carlos foi que ela percebeu que o público começou a observá-la de maneira diferente.

Habitualmente, Lilia Cabral é uma pessoa muito discreta. A atriz não costuma falar de sua vida pessoal e procura manter-se longe dos holofotes / João Miguel Jr-RG

Lília Cabral nasceu em São Paulo, no ano de 1957 e é filha de pai italiano e mãe portuguesa. Formada pela Escola de Arte Dramática da USP, os primeiros passos em direção à vida artística foram dados no palco atuando na peça “Feliz Ano Velho”, cujo roteiro é baseado no texto do jornalista Marcelo Rubens Paiva.

Para acessar suas emoções, Lilia  dedica muito tempo ao estudo, lê as cenas até se tornarem orgânicas, sem que seja preciso pensar nelas. Apenas num segundo momento, ela começa a pensar no tipo de emoção que a cena requer.

Uma vez, em uma entrevista Lilia afirmou que apesar de ser uma atriz consagrada, ela precisou mentir para o pai no início, sobre a profissão que escolheu seguir. A atriz recordou que era uma menina muito feliz na infância e adolescência, mas muito reprimida dentro de casa. Foi essa situação que a levou a mentir para o pai e dizer que estava estudando Jornalismo, em vez de Teatro na Escola de Artes Dramáticas.

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