MP desmantela quadrilha que cobra propina para liberação de veículos apreendidos em Casimiro de Abreu

Colocar na cadeia integrantes de uma organização criminosa responsável por um esquema de propina envolvendo depósito para apreensão de veículos. Com este objetivo, o GAECO – Grupo de Atuação Especial de Combate ao Crime Organizado, vinculado ao Ministério público – realiza nesse momento operação para cumprimento de mandados de prisão e busca e apreensão em Casimiro de Abreu. A quadrilha é  formada por policiais militares, guarda-municipal, policial civil e empresários responsáveis por apreender e liberar ilegalmente veículos apreendidos com o intuito de obter vantagens indevidas. 

Foto: Paulo Henrique Cardodo/Inter TV

Um dos responsáveis pelo esquema criminoso é Washington de Oliveira Magalhães, conhecido em Casimiro de Abreu como Pimpolho, responsável pelo depósito. Ainda segundo o MP  Pimpolho também era responsável por autorizar e solicitar a troca de peças boas de veículos apreendidos por peças danificadas. Ele, juntamente com o PM Vander Salgueiro Veiga e Luiz Rogério Machado definiam quais veículos deveriam ser levados para o depósito e quais deveriam ser liberados mediante propina. Segundo investigações, Vander, que é comandante da 3ª companhia de polícia de Rio das Ostras ,seria o chefe do grupo. Seu papel no esquema era definir o valor e o modo  como seriam cobradas as propinas dos proprietário de  veículos apreendidos. Já Luiz Rogério, seria o  responsável  legal e gerente do depósito

 A Vara Única de Casimiro de Abreu recebeu duas denúncias (uma por formação de organização criminosa, peculato e corrupção passiva, e outra por associação para o tráfico) e o Juízo da Auditoria Militar aceitou denúncia, por formação de organização criminosa e corrupção passiva contra os policiais militares da ativa envolvidos. No total, 17 pessoas foram denunciadas, entre elas 8 policiais militares da ativa e um da reserva, um policial civil e um guarda municipal de Casimiro de Abreu.

Trafico de drogas – A operação conhecida como “Top up” também identificou a  existência de organização criminosa liderada pelo policial militar da reserva Luiz Claudio Cardoso de Oliveira, o  Velha Guarda, associada para praticar o tráfico de drogas. A denúncia relata que as interceptações telefônicas flagraram Luiz Claudio negociando grandes quantidades de cocaína com Thais de Souza e com Henrique Martins Dias. Os três foram denunciados por associação ao tráfico. Simultaneamente, a operação cumpre mandados contra um policial da reserva e outras duas pessoas denunciadas por associação para o tráfico

 A ação conta com apoio da Coordenadoria de Segurança e Inteligência (CSI/MPRJ), da Corregedoria da PM, da Coordenadoria de Inteligência da PM (CI-PMERJ) e do DETRAN.

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