“No Limite”, o primeiro reality da televisão brasileira

Originalmente exibido na tela da Globo em 2000, “No Limite” teve a apresentação de Zeca Camargo e foi o primeiro reality da TV brasileira

Praia deserta, sombra e água fresca nem sempre são sinônimos de descanso. Não no caso dos participantes de “No Limite”, primeiro reality show da televisão brasileira. A partir da próxima quinta-feira, dia 28 de janeiro, o canal pago Viva lembra a eletrizante disputa da primeira edição da atração, realizada em 2000, na Globo. A cada semana, o apresentador Zeca Camargo anunciava novos desafios e surpresas na gincana de sobrevivência que parou o país. Com direção-geral de Boninho, o programa foi inspirado no norte-americano “Survivor”, da CBS, um dos precursores do gênero, que virou tendência mundial. 

Animado com a exibição do programa no Canal Viva, Zeca Camargo se manifestou dizendo: “Vai ser muito bom lembrar essa aventura. Impossível não reviver a emoção daquelas provas e da final”.

Há 15 anos, a fictícia Praia dos Anjos, a cerca de 100 quilômetros de Fortaleza, no Ceará, com dunas, falésias, pequenos desertos e manguezais, ofereceu barreiras naturais e muita adrenalina para as provas do reality. Ao longo de 23 dias, a região inóspita foi cenário do confinamento de 12 pessoas, com idades entre 20 e 54 anos, que toparam testar suas resistências físicas e psicológicas. A cabeleireira Elaine, a atriz Pipa, o bailarino e ex-menino de rua Vanderson, a dona de casa Ilma, o líder comunitário Amendoim, a estudante de Ensino Médio Hilca, o motociclista Thiago, o advogado recém-formado Marcus, a advogada Andrea, a estudante de Serviço Social Juliana, o bancário Jeferson e o aposentado Chico venceram obstáculos, conviveram em condições hostis e enfrentaram seus limites na competição. 

Na primeira fase do programa, os integrantes foram distribuídos em duas equipes: Kuaray e Jaxi, que significam Sol e Lua em guarani. Os grupos eram incumbidos de realizar tarefas em que todos os concorrentes precisavam participar. O time que perdesse era obrigado a optar por um dos colegas para deixar a atração e essa votação era feita secretamente no “Portal dos Quatro Elementos”. A cada conquista, os vitoriosos recebiam objetos representando água, ar, fogo e terra para preencher a mandala. Além disso, essas superações eram recompensadas com cartas que traziam notícias dos parentes, produtos de higiene e alimentos. Em determinada etapa da atração, as provas começaram a ser individuais. 
Rotina intensa e coragem resumiam o dia a dia dos competidores no meio dessa aventura emocionante. Entre as dificuldades, os adversários decifravam mensagens codificadas da produção, batalhavam por comida (caça, pesca e colheita de frutos), improvisavam para dormir e se arriscavam em locais desconhecidos da natureza. Mas, de todas as “torturas” que eles encararam, a mais marcante, por suas reações, foi quando tiveram que comer olhos de cabras.

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