Novo presidente do TRE promete combate ao poder do crime e abuso das igrejas

O novo presidente do Tribunal Regional Eleitoral do Rio de Janeiro (TRE-RJ), desembargador Carlos Eduardo Fonseca Passos, prometeu combater o poder do crime organizado e das igrejas nas eleições de 2018 em seu estado, que serão presididas por ele. Empossado nesta terça-feira (5), o desembargador listou, no total, cinco prioridade para o próximo pleito.

“Concentro minhas preocupações em cinco temas: a existência de centros sociais, explorando a miséria dos eleitores e afetando o resultado eleitoral; a influência do crime organizado no resultado das eleições, através do patrocínio de candidaturas de marginais; influxo inaceitável de entidades religiosas envolvendo-se em política partidária e apoiando candidaturas, naquilo que temos designado como abuso do poder religioso; realização de propaganda negativa em redes sociais, sem a possibilidade de um desmentido tempestivo; e a segurança e a normalidade das eleições”, destacou Fonseca Passos, em seu discurso de posse.

Antes de presidir o TRE, ele foi vice-presidente e corregedor da instituição. Fonseca Passos prosseguiu em seu discurso atacando o atual estado da política no Rio de Janeiro e no país, prometendo combater sem trégua o que ele chamou de “trapaça política”.

“A rigor, a política deveria prevenir ou remediar o mal. Nem se cogita de generalizar o bem, mas o que se vê na política partidária brasileira é a generalização do mal. Não se faz o bem e não se combate o mal. O mal é absoluto, é essência, especialmente na política partidária atual, é substância, ao passo que o bem constitui mero acidente. Somente uma grande coalizão, formada por várias instituições, com o Poder Judiciário, o Ministério Público e as polícias, permitirá que a vontade do eleitor prevaleça e as eleições transcorram em clima de normalidade”, declarou o novo presidente do TRE.

A vice-presidência coube ao desembargador Carlos Santos de Oliveira, que também acumulará a função de corregedor eleitoral. O combate a grupos criminosos nas eleições do Rio, tanto da milícia quanto do tráfico, também foi tema recente de preocupação dos ministros da Defesa, Raul Jungmann, e da Justiça, Torquato Jardim, assim como do presidente do Tribunal Superior Eleitoral (TSE), ministro Gilmar Mendes.

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