O figurino da novela “O Sétimo Guardião”

No dia 12 de novembro, a Globo estreará mais uma novela e desta vez com uma moda atemporal que promete agradar os seguidores dos folhetins

Ana Beatriz Nogueira será Ondina, a dona da pousada que serve de fachada para o bordel de Serro Azul

A Globo está prestes a estrear mais uma novela. E como sempre acontece, os seguidores dos folhetins aguardam pelo novo enredo e também pelas novidades que sempre trazem, no quesito moda e comportamento.

“O Sétimo Guardião” é de Aguinaldo Silva que promete uma história cheia de realismo fantástico. Alguns cenários que foram palco de outras histórias contada pelo autor foram ressuscitados neste seu novo trabalho, como por exemplo a cidade de Serro Azul, já citadas em “Fera Ferida” e “A Indomada”.

Começando pela cidade, Serro Azul parou no tempo, ali não chegou a Internet e nem a televisão e, muito menos, o celular. Por isso, o figurino usado pelos habitantes da cidade é inspirado no século passado e sua criação foi um grande desafio para Natália Duran Stepanenko e sua equipe. “Para as pessoas acreditarem nessa história, a gente criou uma estética que fica entre o realismo mágico e o real”, conta, exemplificando em seguida. “O bordel, por exemplo, tem referência na década de 70. Já a família do doutor Aranha passeia pelas décadas de 40 e 50. E os jovens são contemporâneos”.

A pesquisa para a montagem do guarda-roupa dos personagens contou também com um trabalho de imersão pelas obras de realismo mágico de Aguinaldo Silva, como “Fera Ferida” e “A Indomada”. “Conversei muito com a Beth Filipeck, que trabalhou com o autor, para entender algumas referências”, lembra Natália. Cada personagem da trama tem um enxoval, com peças que vão desde as mais simples, passando por vestidos de festa e velório. A confecção foi dividida entre produção na costura dos Estúdios Globo e peças compradas em diversas regiões do Brasil.

A personagem de Ondina (Ana Beatriz Nogueira), por exemplo, ganha uma nova leitura com roupas de brechó. Já a jovem Luz, papel de Marina Ruy Barbosa, passeia entre vestidos e até calça jeans, em uma versão mais contemporânea. A roupa dela é leve, mas com personalidade, porque ela é uma heroína.

O par romântico da atriz na história, Gabriel (Bruno Gagliasso) tem um guarda-roupa absolutamente básico, puxando pelos tons azuis; tudo bem simples.

A mãe de Gabriel, Valentina (Lília Cabral), no entanto, é seu oposto. Nesta personagem, Natalia aproveita para colocar muito do que é tendência na moda. “É uma personagem que estará sempre um tom acima do ambiente. Aonde chega, vai causar impacto. Ela tem muita segurança na roupa dela. Usa muito couro, vestidos, tubos, looks com uma única tonalidade. Buscamos peças para ela no Brasil todo”, adianta a figurinista.

Os “guardiões” são bem diferentes entre si, cada um ao seu estilo, desde um delegado meio cowboy, o personagem Machado (Milhem Cortaz), passando pelo prefeito Eurico (Dan Stulbach) que lembra os políticos do interior, até uma esotérica, Milu (Zezé Polessa) que tem referências estéticas em alquimias.

O trabalho da equipe de caracterização, comandada por Valéria Toth, acompanha o conceito utilizado para o figurino. “Para a Luz, que é uma menina independente, pensamos em algo mais natural. Ela usa pouca maquiagem. E optamos por esse novo corte, com a franja, que passa um ar jovem e ao mesmo tempo casual”, explica.

Já a vilã Valentina, ao contrário da mocinha, estará sempre preocupada com a imagem e nunca sai de casa sem maquiagem. Da mesma forma, a primeira-dama Marilda (Leticia Spiller) é refém da aparência e terá uma maquiagem mais forte, com cores vivas.

As cores ainda estão muitos presentes em todo o núcleo do bordel de Ondina já que o ambiente é ousado e faz referências as divas da música e do cinema.

Enfim, “O Sétimo Guardião” e seus personagens virão com uma mistura interessante de estilos perfeita para quem tem muita personalidade e gosta de ousar na hora de compor o seu próprio figurino. Certamente vai inspirar muitos. É esperar e conferir.

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