“Os Maias” fez sucesso no Brasil e em Portugal

 

“Os Maias” foi uma grande produção da Rede Globo em 2001 e já foi reprisada com bastante sucesso no canal pago Viva / Arquivo GB Imagem

A minissérie “Os Maias” estreou em janeiro de 2001 na Rede Globo, encantando o público com as cenas externas gravadas em Portugal. É neste país que se passava o romance homônimo do escritor Eça de Queiroz (1845-1900), na qual a história foi inspirada para chegar às telas da TV. Escrita por Maria Adelaide Amaral e com direção geral de Luiz Fernando Carvalho, a minissérie retratou com máxima fidelidade a sociedade portuguesa da segunda metade do Século XIX e as desventuras de seus personagens. Publicado em 1888, “Os Maias” é apontado como uma das mais bem elaboradas – senão a melhor – obra do escritor português de estilo elegante, irônico e provocador. A adaptação televisiva, que teve cerca de 50 capítulos, foi uma parceria com a emissora portuguesa SIC (Sociedade Independente de Comunicação) e foi exibida simultaneamente em Portugal.

A trama girou em torno da tradicional família portuguesa Maia e, ao contar a história de seus membros, Eça de Queiroz pinta um retrato crítico de Portugal à época (1850). Pedro da Maia (Leonardo Vieira) viveu com o pai viúvo, Afonso da Maia (Walmor Chagas), na casa da família em Lisboa, o Ramalhete. Ele era um homem inseguro, criado pela mãe com forte orientação religiosa. Pedro conhece Maria Monforte (Simone Spoladore) em uma tourada e se apaixona perdidamente por ela, mas este romance é rejeitado por Afonso, por ser Maria filha de um negreiro, Manuel Monforte (Stênio Garcia). Apesar do desgosto de Afonso, Pedro rompe com o pai e se casa com Maria, vivendo anos de paixão. Os dois têm dois filhos, Maria e Carlos.

Porém um belo italiano chamado Tancredo (Fabio Fulco) cruza o caminho de Pedro e Maria Monforte acaba se apaixonando pelo estrangeiro simpático e determinado. Os dois fogem: Maria leva a filha, deixando o pequeno Carlos aos cuidados do pai. Pedro volta para a casa de Afonso e acaba se matando. Afonso da Maia se muda do Ramalhete e toma para si a criação do neto, sob preceitos ingleses, com disciplina, banhos frios, horários rígidos, muita informação e sem nenhuma religião. Este é um pouco do que aconteceu na minissérie exibida pela Globo. A atração foi muito bem planejada, o trabalho cuidadoso com a retratação da época e com a composição dos personagens começou já meses antes do início das gravações, com palestras de especialistas em Eça de Queiroz realizadas na Central Globo de Produção, para o elenco e a equipe de produção.

 

Confira também

Sorriso branco e iluminado ao alcance de todos

Quer aquele sorriso de artista, branco e iluminado, então vamos entender um pouco como é …

Deixe uma resposta

O seu endereço de e-mail não será publicado. Campos obrigatórios são marcados com *