Os maravilhosos castelos franceses

 

O Castelo de Amboise exerceu importante papel na defesa da região devido à sua localização. Foi em seus pátios que Joana d’Arc reuniu suas tropas para defender a França dos ingleses / GB Imagem

Os castelos são símbolos de ostentação e riqueza; serviram de residência para várias gerações da realeza e por isso também foram palcos de importantes decisões políticas

 PARTE FINAL

 O Vale do Rio Loire é uma das regiões mais bonitas da França, tanto pela paisagem natural como também pelos maravilhosos castelos que enfeitam suas encostas. As construções suntuosas eram símbolos do poder da realeza que sabia o que era morar bem. Sem contar, que algumas destas moradias são verdadeiras fortificações que também serviram para defender a região em tempos de guerra.  

Nossa primeira parada é o Castelo de Amboise, talvez uma das construções mais antigas daquela região. No ano de 853, a construção que fica no alto de um rochedo, foi doada pelo então Rei Luiz II ao Conde d’Anjou por sua bravura ao defender a cidade da invasão dos Normandos. Ao longo dos anos, o castelo sempre foi motivo de disputas principalmente por sua localização estratégica e por isso foi muitas vezes ocupado por edificações militares.

No ano de 1422, o Castelo de Amboise foi herdado por Luiz d’Amboise, companheiro de luta de Joana d’Arc e foi naquele local que ela reuniu o seu exército para expulsar os ingleses da França.

Anos depois, o castelo passou para a Coroa Francesa e se tornou a residência preferida de reis e rainhas por quase 150 anos. Assim, hoje podem ser visitados os aposentos de vários membros da realeza, todos deixaram suas marcas no lugar.

Outro fabuloso é o Castelo de Blois, um conjunto de quatro castelos perfeitamente unidos uns aos outros, formando um único conjunto. A primeira ala, “Conde de Blois”, foi construída em 1210; a segunda, “Luiz XII”, em 1503; a terceira, “François”, em 1524, e a ala “Gaston d’Orleans”, em 1638.

O palácio foi residência real entre 1500 e 1715 e foi ali que nasceu o Rei Luiz XII, em 1498. Palco de muitos acontecimentos, era considerado o centro do poder na França; foi no Castelo de Blois que Gaston d’Orleans e mas alguns conspiraram contra Luiz XII e por isso o local quase foi destruído. Para evitar a sua demolição, foi transformado em alojamento para os militares, perdendo assim o seu glamour.

Esquecido e arrasado, o Castelo de Blois conheceria seus dias de glória novamente quando em 1830, Luiz Philippe, Duque de Orleans, subiu ao trono e foi uma das primeiras construções do gênero a serem consideradas patrimônio da França. Nesta época foi criado o Service de Monuments Historiques (Serviço de Momumentos Históricos).

Diferente de alguns outros palácios que serviram apenas de residências, em Blois o visitante pode respirar um pouco mais da história francesa visitando principalmente a sala da capitania da guarda, o gabinete, a sala do conselho e a Sala de Estado, onde foram feitas grandes audiências e decidido o destino de muitos.

Quando o assunto são os castelos franceses, é preciso ir um pouco mais além do Vale do Loire e encontrar o magnífico Fontainebleau. O Castelo de Fontaineblau foi construído pelo Rei François I, o mesmo que idealizou o Castelo de Chambord e que viveu em Blois. Decididamente, este monarca queria impressionar a Europa, ele achava que a magnitude de suas construções era um retrato do sucesso de sua administração. Assim, em 1527 ordenou que fossem demolidas as estruturas mais antigas e novas edificações surgiram. Tudo no estilo Renascentista.

O novo Fontainebleau ganhou aposentos reais, vários prédios, jardins, lagos, alas interligadas; sua grandeza virou notícia por toda a Europa. Exatamente como o rei havia planejado.

Transformado em residência real, o palácio abrigou várias gerações da monarquia até que Henri IV entendeu que era hora de fazer algumas reformas e decidiu aumentar ainda mais a propriedade, fazendo dela sua residência preferida. Durante a Revolução Francesa algumas cabeças da monarquia francesa foram parar na guilhotina; grande parte do acervo de Fontainebleau foi removido, mas a construção preservada.

Anos mais tarde, o General e Imperador Napoleão Bonaparte tomou posse do castelo e novamente transformou-o em luxuosa residência. Sua ligação com o lugar foi intensa, foi ali que ele assinou o sua abdicação – o Tratado de Fontainebleau – no ano de 1814.

O que mais chama a atenção neste castelo é que aparentemente a construção dos prédios não seguiu nenhuma lógica, a impressão é que eles foram ligados uns aos outros ao acaso, sem nenhum planejamento, no entanto são justamente estes detalhes somados aos inúmeros jardins e lagos que fazem do Fontainebleau um lugar inigualável. Maravilhoso.

A cidade fica a 65 quilômetros, ao sul de Paris. O acesso também pode ser feito através de trens diários que ligam as duas cidades. Vale a pena visitar o palácio que acabou entrando para a história principalmente porque foi a residência de Napoleão Bonaparte e não tanto por ter sido a residência de tantos reis que por lá passaram.

Planeje sua viagem e conheça os maravilhosos castelos franceses!

 

 

 

 

 

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