Para mão cometer gafes em suas férias no exterior, conheça os costumes locais

Em território estrangeiro, o viajante deve tomar cuidado com as diferenças entre costumes, linguagens e estilo de vida.

 Viajar é uma das maneiras mais prazerosas de se conhecer novas culturas. Tanto que para aprender um novo idioma, não existe nada mais eficaz do que passar uma temporada no país em questão e familiarizar-se com tudo o que tem por lá.

A Estátua da Liberdade é um dos monumentos mais visitados no mundo; está localizada na entrada do Porto de Nova York, nos Estados Unidos. Vale a pena uma visita, mas os americanos têm horror ao contato físico, na hora dos cumprimentos, apenas um aperto de mão basta / GB Imagem

No entanto, o que é para ser positivo e motivo de aprimoramento, pode tornar-se um verdadeiro pesadelo por causa do choque cultural. Por isso, é preciso ficar atento e procurar informar-se quanto aos costumes, a fim de não cometer gafes e também não se meter em confusões com a polícia local. Só para exemplificar, na Índia é passível de ser preso quem trocar inocentes beijos em público, proibidos até mesmo nos cumprimentos, hábito tão normal entre os brasileiros.

O que pode acontecer quando um executivo japonês recebe em seu país um brasileiro para jantar? Tudo. Se o convidado cumprimentá-lo com um tapinha nas costas ou levar um relógio de presente, o encontro que era para ser amigável, pode resultar em constrangimentos. No Japão, costuma-se evitar contatos físicos prolongados e os relógios simbolizam a morte.

Quando o viajante chega em território estrangeiro, é inevitável que ele se depare com costumes, linguagens e estilos de vida totalmente diferentes. E um simples tropeço pode criar situações embaraçosas ou até colocar em risco um futuro negócio. Por isso, antes de partir, é indispensável familiarizar-se um pouquinho com as manias de seu anfitrião.

Se o seu destino é os Estados Unidos, saiba que adotam o slogan “cada um na sua”. Imagine um americano entrando num elevador lotado. Nem pensar. Eles costumam ter pavor de aglomeração e aversão a contato físico. Por isso quando estiver por lá, controle seu ânimo brasileiro e cumprimente seu anfitrião apenas com um aperto de mão. Principalmente se estiver em Nova York, onde reina a formalidade e o individualismo. Uma simples correspondência de olhares por lá é difícil. Talvez por isso Nova York seja a cidade ideal para você sair do jeito que quiser. Literalmente. E não se assuste com o que encontrar pelas ruas, nem fique encarando demais as pessoas. Você pode armar uma bela confusão.

Na Ásia, quando tratar de negócios e for entregar seu cartão, use as duas mãos, um gesto de humildade. A regra serve também para quando presenteá-lo. Aliás, os orientais dão grande importância à troca de presentes. Atenção para a embalagem: nunca deve ser branca, pois essa é a cor do luto por lá.

No Japão, tome o maior cuidado com a escolha do presente. Os relógios simbolizam a morte, e os chapéus verdes, homem traído, um aviso: jamais recuse um presente, pois é considerado um grande insulto. Os assuntos de negócio são tratados só depois da sagrada refeição, em um restaurante ou residência. Mas não esqueça de tirar os sapatos antes de entrar numa casa. E quando saudar seu anfitrião, evite dar tapinhas nas suas costas ou dar-lhe um beijo em público. É que os japoneses costumam evitar contatos físicos prolongados. Mas não fique surpreso quando entrar em um trem público e vê-los como de costume, amontoados.

Já os coreanos são diferentes de seus vizinhos japoneses. Eles andam e falam próximos um dos outros e adoram o contato físico. Principalmente com os estrangeiros. Assim como na Indonésia, é difícil não ser abordado por um local. Mas tome cuidado com sinais que se pode fazer com a mão. Na Coréia, o sinal de “OK” dos americanos, aquele que tem implicações sexuais na América do Sul, significa dinheiro. Além disso, não se impressione ao ver os coreanos apontando para algo ou coçando o nariz com o dedo do meio.

O Oriente Médio, apesar dos conflitos em algumas regiões, tem lugares interessantes e muito bonitos, mas redobre a atenção quanto aos costumes locais, quase todos eles ditados pela religião. Se você for mulher visitando os países de região muçulmana, como a Arábia Saudita, nem pense em dirigir automóveis. É proibido pelo Corão. A saída é alugar um carro com motorista. Para completar, a estrangeira deve tomar todo cuidado com o comportamento e com a maneira de se vestir. Como manda o figurino, elas se cobrem dos pés à cabeça e andam sempre em companhia do pai, marido ou um parente homem. As demonstrações públicas de afeto não são bem-vindas, por isso controle-se. De uma hora para outra, você pode ser abordado por um guarda nacional, que exige provas de casamento. Seguindo as normas, o homem não pode cumprimentar a mulher, mas andar de mãos dadas com outro homem é sinal de respeito e amizade. Não se deve sentar de pernas cruzadas ou mostrar as solas do sapato, pois é sinal de desrespeito ao anfitrião muçulmano. Se por acaso ele se ausentar por algumas horas, não há motivo para desespero. Ele foi rezar. Durante a refeição, a etiqueta manda arrotar discretamente. E comer com as mãos é um hábito comum em residências no Marrocos e na Índia. Mesmo assim, exige-se toda a atenção. A mão esquerda é considerada impura, usada para lavar o corpo, portanto use somente a direita. E não se assuste ao ver chegar uma grande bacia com água. É para lavar a mão.

Na Europa, apesar de ares de modernidade não deixa de ser o Velho Continente e tem também as suas particularidades. Na França, usar palito de dente é proibido pela vigilância sanitária. Não é por acaso que não há paliteiro à mesa, por isso nem ouse pedir ao garçom. Aliás, esta é uma medida que deveria ser adotada no mundo inteiro. Os restaurantes mais chiques adotam pena de ganso. Mesmo assim, jamais em público, vá discretamente ao banheiro. E não se assuste se de repente o maitre acomodar pessoas estranhas em sua mesa. Dividi-la é um costume entre os europeus.

Na Alemanha impera a alegria, cerveja (não é gelada como a nossa!) e mesa farta, mas os alemães também são formais e não estão muito acostumados com beijinhos. Se você for mulher, e seus companheiros de mesa, alemães, não arrisque fazer um brinde. Cabe ao homem tomar a iniciativa. E não diga “passe lá no hotel” se não tiver certeza de que realmente quer reencontrá-lo, pois o alemão vai aparecer. Por outro lado, se um casal alemão convidá-lo para a sua casa, o que é uma raridade, considere o ato uma honra. Adote a pontualidade inglesa e leve um buquê de flores à anfitriã. Mas não compre rosas vermelhas, que tem conotação romântica.

Na Holanda, a dona de casa serve-se primeiro, hábito da época em que se provava a comida antes de oferecê-la aos convidados. Seguindo os costumes tradicionais, se na Áustria uma dama oferece-lhe a mão para ser beijada, vá fundo. É um hábito comum e não antiquado.

Já os espanhóis são mais expressivos e menos formais. Olhar no olho é importante, mas a estrangeira deve ter cuidado para não assinalar interesse sexual.

Estes são apenas alguns exemplos das diferenças culturais, mas nada impede que a sua viagem seja um sucesso. Basta usar o bom senso e ter respeito pelas diferenças.

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