Polícia Federal manda sete deputados pra a cadeia

 Entre eles André Correa, Marcos Abrahão  e Chiquinho da Mangueira 

Coletiva de imprensa sobre a Operação Furna da Onça, na sede da Polícia Federal, no Rio de Janeiro. Foto: Divulgação

Sete deputados estaduais, nove assessores ou auxiliares, secretário de governo e, servidores públicos e presidente do Detran, presos.  Este foi o resultado da operação “Furna da Onça”, deflagrada na manhã desta quinta-feira (8) pela _Policia Federal, no Rio. Os federais investigam o  esquema dede compra e venda de votos na Assembleia Legislativa do Rio (Alerj) que movimentou ao menos R$ 54 milhões, segundo a PF. O dinheiro, de acordo com o Ministério Público Federal faz parte de uma rede de propinas criadas pelo governo do ex-governador Sergio Cabral Filho. Foram presos os deputados André Correa (MDB), Coronel Jairo (MDB), Chiquinho da Mangueira (PSC), Luis Martins (PDT), Marcelo Simão (PP), deputado estadual não reeleito, Marcos Abrahão (Avante),reeleito , Marcus Vinicius Neskau (PTB). Também foram alvos de mandados os deputados afastados Paulo Melo(MDB) Edson Albertassi(MDB) e Jorge Picciani. O trio foi afastado ano  passado em virtude da operação “Cadeia Velha”. Picciani , por motivo de doença encontra-se em prisão domiciliar. Já Paulo Melo e Albertassi estão presos em Bangu

 Também não escaparam da prisão o secretário estadual de Governo, Affonso Monnerat, apontado como a ponte  entre a Alerj e o  Palácio Guanabara – o governador, Luiz Fernando Pezão, não é investigado.

Estão foragidos o presidente do Detran, Leonardo Jacob, e seu antecessor, Vinícius Farah, em cujas gestões, segundo a força-tarefa, lotearam-se cargos como parte das vantagens indevidas.

Detran Loteado – Mandados de busca e apreensão foram em casas e apartamentos dos suspeito e nem mesmo os anexos da Assembleia deixaram de ser vasculhados em busca de provas.

Mensalinho –  Chefe da quadrilha, Cabral pagava propinas a deputados para que financiassem interesses do grupo criminoso na Alerj. Para isso, o Detran servia como moeda de troca por meio de loteamento de cargos e “outros agrados”. Mesmo com a prisão do “trio de ferro de Cabral: Picciani, Melo e Albertassi, o esquema permaneceu mesmo após as prisões, no ano passado.

“Estima-se que o valor desviado e pago em propina seja de, pelo menos, R$ 54,5 milhões, dos quais uma parte foi financiada pelo sobrepreço de alguns contratos”, afirmou Ricardo Saadi, superintendente da Polícia Federal.

O Detran era fonte de cargos, segundo a força-tarefa. “Chiquinho da Mangueira tinha 74 indicações. Luiz Martins, sozinho, tinha 137”, afirmou a procuradora Renata Ribeiro Baptista. “Entre os 40 que estavam com indicação de Paulo Melo, 15 apareciam como prestadores de serviço em campanhas eleitorais do próprio deputado”, emendou.

“O Detran era manipulado para a realização de atividades de interesse de grupos corruptos. O deputado Paulo Melo era considerado o “dono” do Detran”, disse a delegada Xênia Soares, da PF.

Os presos dos Mensalinho

 PODER EXECUTIVO

  1. Affonso Monnerat, secretário estadual de Governo, preso nesta quinta;
  2. Leonardo Jacob, presidente do Detran, foragido;
  3. Vinícius Farah (MDB), ex-presidente do Detran, eleito deputado federal, foragido (defesa diz que ele vai se apresentar).PODER LEGISLATIVO
  1. André Correa (DEM), deputado estadual reeleito e ex-secretário estadual de Meio Ambiente, preso nesta quinta;
  2. Chiquinho da Mangueira (PSC), deputado estadual reeleito e presidente da escola de samba, preso nesta quinta;
  3. Coronel Jairo (MDB), deputado estadual não reeleito, preso nesta quinta;
  4. Edson Albertassi (MDB), deputado afastado – já preso em Bangu;
  5. Jorge Picciani (MDB), deputado afastado – já em prisão domiciliar;
  6. Luiz Martins (PDT), deputado estadual reeleito, preso nesta quinta;
  7. Marcelo Simão (PP), deputado estadual não reeleito, preso nesta quinta;
  8. Marcos Abrahão (Avante), deputado estadual reeleito, preso nesta quinta;
  9. Marcus Vinícius Neskau (PTB), deputado estadual reeleito, preso nesta quinta;
  10. Paulo Melo (MDB), deputado afastado – já preso em Bangu;ASSESSORES E AUXILIARES
  1. Alcione Chaffin Andrade Fabri, chefe de gabinete e operadora financeira de Marcos Abrahão – presa nesta quinta;
  2. Daniel Marcos Barbiratto de Almeida, enteado e operador financeiro de Luiz Martins – preso nesta quinta;
  3. Jennifer Souza da Silva, empregada do Grupo Facility/Prol, vinculada a Paulo Melo – preso nesta quinta;
  4. Jorge Luis de Oliveira Fernandes, assessor e operador financeiro de Coronel Jairo – preso nesta quinta;
  5. José Antonio Wermelinger Machado, ex-chefe de gabinete e principal operador financeiro de André Corrêa – preso nesta quinta;
  6. Leonardo Mendonça Andrade, assessor e operador financeiro de Marcos Abrahão – preso nesta quinta;
  7. Magno Cezar Motta, assessor e operador financeiro de Paulo Melo – preso nesta quinta;
  8. Shirlei Aparecida Martins Silva, ex-chefe de gabinete de Edson Albertassi e subsecretária dos Programas Sociais da Secretaria Estadual de Ciência, Tecnologia, Inovação e Desenvolvimento Social – preso nesta quinta.
  9. Carla Adriana Pereira, assessora de registros do Detran – presa nesta quinta. 

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