Prefeita de Araruama rompe com o PDT e acusa partido de “machista”

“Por entender que o PDT tem se comportado como um partido machista estou-me desfiliando do partido”. A declaração em tom de desabafo foi enviada em uma carta por Lívia de Chiquinho (foto) ao presidente nacional do Partido Democrático Trabalhista, Carlos Lupi.

Primeira mulher eleita prefeita em Araruama, Lívia diz que não tem apoio do partido para “enfrentar o sistema”, e por ser mulher sofre perseguições políticas. Ela cita que denunciou ao partido um colega vereador que a ofendeu em plenário da Câmara. As provas, segundo Lívia, foram entregues ao próprio Lupi, mas até agora nenhuma resposta foi dada.

A prefeita culpa o partido de ir contra as políticas em defesa da mulher e que esse comportamento de não apoiar suas representantes é extensivo também na esfera federal. “A deputada Tabata Amaral foi execrada pelo PDT, possivelmente por ser mulher, tendo em vista que além dela sete deputados votaram a favor da reforma da previdência. Não vimos os deputados serem execrados como a deputada Tabata do Amaral”, observou Lívia.

Segundo Lívia, ela busca ser respeitada no meio político como mulher e “pelas grandiosas obras e projetos” que realizou como prefeita de Araruama, transformando a Saúde e a Educação municipal. “Busco sempre uma política publica transparente e honesta, representando todas as mulheres brasileiras”, finalizou.

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