“Saramandaia”: a novela de personagens inusitados

Sônia Braga viveu a fogosa e sensual Marcina. Ela sentia tanto calor que literalmente punha fogo por onde passava / Arquivo GB Imagem

Tudo aconteceu em Bole Bole, cidade fictícia localizada no interior da Bahia. A cidade fervia porque a ala dos “mudancistas”, representada pelo prefeito Lua Viana (Antonio Fagundes) e seu irmão João Gibão (Juca de Oliveira), queriam mudar o nome da localidade para Saramandaia, proposta combatida pelo tradicional Coronel Zico Rosado (Castro Gonzaga) que preferia que tudo ficasse como estava.

Até aí, não tem muita novidade, trata-se apenas de mais um enredo de novelas, se não fossem as particularidades, no mínimo esquisitas, que rondavam todos os personagens do folhetim escrito pelo saudoso Dias Gomes.

Por exemplo, do nariz de Zico Rosado saiam inúmeras formigas, João Gibão escondia por debaixo do colete um par de asas, Dona Redonda (Wilza Carla) comeu tanto que acabou explodindo, a sensual Marcina (Sônia Braga) sentia tanto calor que provocava incêndios por onde passava, e ainda o Professor Aristóbulo Camargo (Ary Fontoura) virava lobisomem. E assim seguiu a trama misturando intrigas políticas e esquisitices até que no final João Gibão sai voando sobre a cidade enquanto que a casa do Coronel Rosado cai sobre sua cabeça, tomada das formigas expelidas pelo seu próprio nariz.

Exibida em 160 capítulos, de 03 de maio a 31 de dezembro de 1976, “Saramandaia” marcou a estreia de Antonio Fagundes na Globo.

Em 2013 a Globo fez um remake de “Saramandaia” que foi exibida na faixa das 23 horas, mas que não obteve o mesmo sucesso alcançado em sua primeira versão.

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