Uma viagem a um passado preservado, só em Paraty!

A cidade colonial do Rio de Janeiro é um lugar para se visitar em qualquer época do ano

Paraty é uma cidade paradisíaca, destino obrigatório em qualquer estação, mas no Verão é tudo mais lindo por lá. Tombada pelo Patrimônio Histórico, tornou-se um monumento nacional, nada em sua arquitetura pode ser modificado, sendo que até mesmo a pintura dos imóveis precisa ser autorizada pela prefeitura local porque as cores originais têm que ser mantidas. As ruas centrais, que conservam o calçamento original de pedras, só podem ser percorridas a pé, uma vez que é proibido o tráfego de veículos.

As ruas centrais de Paraty que conservam o calçamento original de pedras, só podem ser percorridas a pé, uma vez que é proibido o tráfego de veículos / GB Imagem

Município do Rio de Janeiro, Paraty é uma das cidades mais antigas do Brasil. Localizada a 236 quilômetros da capital e 330 quilômetros de São Paulo, o acesso é feito pela Rodovia Presidente Dutra. Sua arquitetura e história remontam ao Século XVI, têm dezenas de cachoeiras, mais de trezentas praias e sessenta e cinco ilhas.

O Centro Histórico de Paraty, maior e mais harmonioso conjunto arquitetônico colonial do Brasil, reúne, entre seus 33 quarteirões, cerca de 400 construções preservadas. A maioria delas se tornaram barzinhos e restaurantes charmosos com mesinhas no calçamento mais de que centenário / GB Imagem

O Centro Histórico de Paraty, maior e mais harmonioso conjunto arquitetônico colonial do Brasil, reúne, entre seus 33 quarteirões, cerca de 400 construções preservadas. Primeiramente habitada pelos índios Guaianás, Paraty foi povoada entre os Séculos XVI e XVII, e a cidade, fundada em 1667. A partir de 1726, começou a receber configuração urbana, com base na Engenharia Militar, e também uma arquitetura fortemente influenciada pela Maçonaria, com fachadas e colunas das edificações ornadas com símbolos.

Assim como todas as igrejas de Paraty, a Igreja da Santa Rita possui fachada voltada para o mar. O templo foi aberto ao público em 30 de junho de 1722 / GB Imagem

Assim como todas as igrejas de Paraty, a Igreja da Santa Rita possui fachada voltada para o mar. Foi aberta ao público em 30 de junho de 1722, tornando-se a mais antiga igreja do local devido às demolições da Capela de São Roque, das antigas Matriz e Igreja de Nossa Senhora do Mamanguá. Existe nesse anexo um poço de água transparente que muitos acreditam ser milagrosa. Nos fundos da igreja está o Museu de Arte Sacra.

Paraty tem nada menos que trezentas praias paradisíacas espalhadas pelo continente e ilhas. Com certeza, um lugar inesquecível / GB Imagem

Até meados do Século XVIII, Paraty foi o segundo porto do País, sendo o caminho obrigatório para o envio de cargas, especialmente o ouro vindo de Minas Gerais, para o Porto de Santos. Foi também um porto seguro para milhares de maçons que fugiam da Inquisição da Igreja Católica.

Entre 1930 e 1960, a cidade ficou isolada do resto do Brasil por falta de uma via de acesso e seus moradores mantiveram o estilo de vida do Século XIX. Sua vocação turística foi descoberta na década de 60 quando empresários paulistas fizeram um loteamento na Praia do Jabaquara e construíram uma estrada até Paraty.

Paraty tem nada menos que trezentas praias paradisíacas espalhadas pelo continente e ilhas. Com certeza, um lugar inesquecível / GB Imagem

No verão, além das praias e do banho de mar, os passeios de saveiros e barcos constituem uma atração especial para o turista. A exploração de trilhas montanhosas que cruzam cachoeiras e atravessam a Mata Atlântica é mais uma opção que ganha cada vez mais adeptos, despertando assim a sua vocação para o Ecoturismo.

As montanhas mais impressionantes são a Serra Geral de Paraty, onde se localiza ao Serra da Bocaina, e o pico mais alto é o Cuscuzeiros com 1227 metros. E ainda têm as cachoeiras.

Tudo isso pode ser visto e aproveitado com os diversos grupos de monitores que ajudam os “exploradores” a conhecerem o lugar sem nenhum risco. O passeio pode ser feito a pé, de bicicleta, a cavalo ou de carro. Fica a gosto do freguês.

Uma das expressões da cultura de Paraty é o artesanato. Fonte de renda, principalmente quando a pesca é freada em respeito ao período de desova a fim de preservar algumas espécies. As peças são confeccionadas com bom gosto e estilo, a maioria são utilizáveis / GB Imagem

Imperdível também é uma visita à Fazenda Engenho Murycana, localizada no quilômetro 6 da estrada que leva para a cidade de Cunha. Fundada no Século XVII, tem várias atrações como o Museu de Antiguidades, mini zoológico, passeios a cavalo, mini pôneis, playground e um magnífico alambique que produz a famosa aguardente “Murycana”, envelhecida em tonéis de carvalho e cerejeira, e destilada sob fogo de lenha.

Tanta cultura é bom, mas e as praias? O lugar tem nada menos que trezentas delas espalhadas pelo continente e ilhas. O acesso para a maioria delas tem que ser feito de barco, mas vale à pena. Para quem gosta de mergulhar, as agências de turismo locais oferecem aulas sobre técnicas de mergulho autônomo com turismo subaquático. Existem ainda roteiros que incluem mergulhos e caminhadas em áreas de proteção ambiental, incluindo visitas às ruínas na Baía de Paraty.

Esquecida até a década de 50, Paraty hoje se destaca como Monumento Histórico Nacional. A cidade soube misturar, em doses certas, História e lazer fazendo do lugar um dos mais interessantes do Brasil / GB Imagem

Paraty mantém uma bela estrutura para atender os turistas. São dezenas de opções de hospedagens, com apartamentos de luxo, ou não, todos incluindo café da manhã. Nos restaurantes, os cardápios oferecidos são variados oferecendo frutos do mar até carnes e massas. Tem também inúmeros bares com música ao vivo. Destaque também deve ser dado ao artesanato local, sendo que os preços são para todos os bolsos.

Sem dúvida, é um dos lugares mais lindos do Brasil. Procure um agente de viagens e conheça os inúmeros pacotes oferecidos. Vale à pena conferir!

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