Vazio de poder e impasse em Silva Jardim com afastamento de atual prefeita e presidente da Câmara

Silva Jardim vive um impasse político provocado pela recente decisão do TRE de afastar do cargo a prefeita – que assumiu ano passado com a renúncia de Wanderson Gimenes -, e do presidente da Câmara Roni Pereira, também afastado e inelegível por oito anos, por ordem da Justiça Eleitoral.

Informações vindas de lá asseguram que a juíza da comarca recusou o cargo, embora ela seja a ultima pessoa na linha sucessória. O que fazer?

Tudo indica que o abacaxi em que se tornou o Município, um dos mais pobres do estado, abalado com escândalos de corrupção na gestão de Wanderson, deverá vir do próprio Tribunal. Afinal “quem pariu Matheus que o embale”, porque indiretamente foi a própria justiça eleitoral, que sem saber, abriu esse abismo político ao afastar do cargo a prefeita Maria Dalva do Nascimento. Por fazer parte da chapa de Wanderson, ela foi acusada dos mesmos crimes dele durante as eleições de 2016: “compra de votos, abuso de poder político e econômico e uso indevido dos meios de comunicação” A decisão que a afastou do cargo, juntamente com Roni Pereira, determinou a eleição para um novo prefeito, mas não previu o vazio imediato do poder. Com prefeito, vice-prefeito e presidente da Câmara, quem assume é o juiz. Mas não contaram com a negativa da titular da comarca, Daniele da Silva.

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