Vereadores de Casimiro devem votar na próxima semana CPI para apurar irregularidades nos serviços milionários de limpeza urbana

É esperada para a semana que vem a votação do pedido de CPI para apurar irregularidades no serviço de limpeza urbana em Casimiro de Abreu. O pedido de CPI foi protocolado pelo vereador Ramon Gildalte em março deste ano, mas “dorme nas gavetas” do gabinete de Marquinhos da Vaca Mecânica, chefe do legislativo casimirense.

De acordo com Ramon, os serviços prestados pela I. Service Comercial LTDA são de “péssima qualidade” e não justifica o vultoso contrato com a Prefeitura de Casimiro de Abreu: cerca de R$ 515 mil mensais o que totaliza em valores brutos R$ 6.173,436. Estes valores são pagos pelos serviços de capina, varrição, coleta de entulhos e galhadas além de limpeza de ruas. Os contratos com a I.Service, empresa com sede em Rio das Ostras e que atua também no ramo de construção civil, foram firmados inicialmente no governo do ex-prefeito Antônio Marcos e mantidos pelo atual prefeito Paulo Dames.

Dificuldades – Embora esperançoso, Ramon sabe que a possibilidade de uma CPI ser instalada é remota. Dos nove vereadores, apenas ele e o Dr. Adriano Lima não são da base do prefeito Paulo Dames. Por conta disso, a maioria dos seus projetos são engavetados ou sequer postos em votação.

Sequer uma intervenção judicial, no início do ano, que resultou no afastamento de cinco vereadores, suspeitos de envolvimento em escândalos de corrupção, e na prisão do ex-prefeito Antônio Marcos, foi suficiente para que uma CPI a respeito fosse aprovada no legislativo casimirense. O projeto, de iniciativa de Adriano Lima e Ramon Gidalte foi rejeitado em 24 de outubro,. Na ocasião ambos pediram uma investigação dentro da própria Casa Legislativa, em paralelo com o Ministério Público. A CPI foi rejeitada por cinco votos a quatro. Votaram contra a CPI: Dadinho Miranda, Alex Neves, genro do prefeito, Vitor de Doca, Carlos de Itamar e Tiago. A favor: Ramon Gidalte, Adriano Lima, Marquinho da Vaca e Lelei da Marmoraria.

Marquinho da Vaca Mecânica é o terceiro presidente da Câmara de Casimiro em um ano. Ele assumiu no lugar de Bitó, afastado por suspeita em um esquema de compra de apoio político na Câmara e que havia assumido no lugar de Rafael Jardim, vereador reeleito, da base de Paulo Dames e afastado na mesma operação que afastou os cinco vereadores por compra de votos para eleição de Rafael á presidência da Câmara, oferecimento de propina entre outras.

 

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