Justiça suspende pesquisa eleitoral em Nova Friburgo

Por Cezar Guedes em 10/11/2020 às 02:36:33
Em acolhimento de pedido do Ministério Público Eleitoral e da Coligação "Zelando e Protegendo Nova Friburgo ( 19-PODE / 23-CIDADANIA / 25-DEM / 77-SOLIDARIEDADE), a juíza Adriana Valentim Andrade Nascimento, da 222a Zona Eleitoral, mandou suspender pesquisa eleitoral feita no município a cargo da empresa Inteligence Serviços cuja divulgação estava prevista para esta segunda-feira, 9 de novembro.
A empresa, cuja sede é em um apartamento,em Jacarepaguá, Rio de Janeiro, não informou à Justiça Eleitoral o valor e a origem dos recursos empregados na pesquisa por ela realizada, tampouco nota fiscal. Seu proprietário, o microempreendedor individual teria trabalhado "de graça", sem receber qualquer valor. Estranho, porque ele não apenas trabalhou em Friburgo mas também em outros nove municípios, gastando em média R$ 16 mil em cada um deles. O capital registrada da empresa é de R$ 5 mil.
Com uma estrutura mínima, a empresa, não se sabe como, realizou 6 mil entrevistas, sendo que as pesquisas foram feitas entre os dias 27 de outubro e 7 de novembro, em dez municípios diversos, alguns bem distantes entre si como Duque de Caxias, São Gonçalo, Barra Mansa,Paty do Alferes, Petrópolis, Cachoeira de Macacu, Itaguaí, e Nova Friburgo.
- Ele realizou 594 entrevistas no Município de Cachoeiras de Macacu (pesquisa Eleitoral - RJ- nº 02873/2020), e que o mesmo instituto também realizou uma outra pesquisa eleitoral, no dia 05/11/2020, no Município de Paty do Alferes-RJ (pesquisa eleitoral nº RJ-07427/2020), com 585 entrevistados, que, com a revisão de 20%, indica a realização de mais 120 entrevistas, além das já mencionadas entrevistas em Nova Friburgo, Paty do Alferes, que, pasmem, somam um total de mais de 1.800 entrevistas em três dias, em três municípios diversos. -, argumentou o advogado da coligação, Paulo Mazzei.

O argumento de Mazzei foi fundamental para a decisão judicial.
_ Ainda que possível este elevado número de entrevistas em dias consecutivos e em diversos municípios, no mínimo, aquele que as realiza deve contar com uma estrutura bem organizada, contando com diversos e bastantes entrevistadores, além de vultosa quantia, seja recebida de terceiros, seja por recursos próprios. Como no caso dos autos pairam dúvidas sobre a capacidade estrutural e financeira do representado para ter efetivamente realizado a pesquisa ora impugnada, além de não terem sido informados a origem e o valor dos recursos empregados, portanto, a fim de se garantir a realização de eleições livres, nas quais a escolha dos representantes reflita, de fato, a vontade popular, além do cumprimento da legislação eleitoral, há de ser deferida a liminar -, declara Adriana
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