Ladrões de encomendas dos Correios são condenados a mais de 17 anos de prisão

Por Cezar Guedes em 25/01/2021 às 17:37:38
 Fiorino branca dos criminosos com carga roubada (Foto: Autos/MPF)

Fiorino branca dos criminosos com carga roubada (Foto: Autos/MPF)

A pedido do Ministério Público Federal (MPF), a juíza federal Valéria Caldi Magalhães, da 8ª Vara Federal Criminal do Rio de Janeiro condenou, na última quinta-feira (21), Severino do Ramo Rodrigues a 17 anos, 9 meses e 26 dias de prisão, pela prática de nove crimes de roubo contra carteiros dos Correios. A mesma pena já havia sido imposta a Adriano da Silva Conceição, cunhado de Severino, em sentença publicada no início de janeiro deste ano.

Segundo a denúncia oferecida pelo MPF, os crimes ocorreram entre setembro de 2019 e maio de 2020, nos bairros de Sampaio, Riachuelo e Engenho Novo. A dupla usava um Fiat/Fiorino branco para seguir os carros dos Correios e faziam a abordagem dos carteiros assim que paravam para entregar encomendas. Ao anunciarem o assalto, diziam estar armados, coagiam os carteiros a abrirem o compartimento de cargas e subtraiam todas as encomendas que seriam entregues naquele dia.

Segundo o procurador da República Fernando Aguiar, responsável pelo caso, "crimes dessa natureza, além de ser uma violência abominável contra carteiros que estão trabalhando, minam a credibilidade do comércio eletrônico; quando o comprador de um produto pela internet deixa de recebê-lo em sua casa, porque ele foi roubado, a credibilidade do comércio eletrônico como um todo é posta em dúvida, o que, evidentemente, não é bom para o desenvolvimento da economia".

Severino do Ramo Rodrigues foi condenado no processo 5050961-84.2020.4.02.5101. Já Adriano da Silva Conceição, foi julgado no processo 5038631-55.2020.4.02.5101. Eles foram julgados em processos separados porque Adriano conseguiu fugir ao cerco realizado pela Polícia Federal, com apoio da Polícia Militar, nos arredores do Morro da Matriz, no Engenho Novo, no dia 24 de julho de 2020, quando Severino foi baleado no braço e preso. Já Adriano, só veio a ser preso três meses depois, pela Polícia Civil, quando foi flagrado portando revólver no bairro de Del Castilho.

Veja a íntegra dos memoriais do MPF e da sentença.

(Com informações da Assessoria de Comunicação Social Procuradoria da República no Rio de Janeiro)

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