Contribuintes de Casimiro de Abreu querem o MP investigando aluguel de guarda chuvas para decoração de Natal, alugados a R$ 201 cada

Por Cezar Guedes em 08/01/2022 às 12:05:10

Aparentemente querendo livrar a própria cara, o prefeito de Casimiro de Abreu, Ramon Gidalte, declarou nas redes sociais que iria abrir sindicância para verificar se houve irregularidades na contratação da empresa FJR Contildes para alugar, montar e desmontar os itens que compuseram a decoração de Natal no município, na qual foram usados 400 guarda-chuvas vermelhos cujo aluguel custou R$ 201 por unidade. Segundo ele, se tiver havido coisa errada os responsáveis pelo processo licitatório terão de responder por isso.

Como ninguém está acreditando em qualquer posicionamento mais firme por parte do prefeito – até porque é ele quem ordena as despesas e determina os pagamentos -, um grupo de contribuintes está preparando uma representação para ser encaminhada ao núcleo de Macaé da Promotoria de Tutela Coletiva, para que o Ministério Público possa abrir um procedimento investigativo.

"Não confiamos que o governo vá apontar seus próprios erros. Também não podemos contar com a Câmara de Vereadores que mais parece uma extensão do Poder Executivo. O jeito é apelar ao Ministério Público, para que isso possa ser esclarecido", diz um membro do grupo em contato com o Jornal dos Municípios.

Conforme já foi revelado, o contrato da decoração natalina foi firmado no valor global de R$ 584.064,00, sendo R$ 80.400,00 só para os guarda-chuvas. Uma simples consulta no mercado é suficiente para apontar que um modelo de primeira linha pode ser comprado por menos de R$ 80, independente da cor, preço praticado no varejo. A Prefeitura, entretanto, optou por pagar R$ 201 por cada uma das 400 unidades alugadas e penduradas em logradouros públicos pela FJR Contildes, que começou a desmontar a decoração na última quarta-feira (5).

*O espaço está aberto para manifestação da Prefeitura de Casimiro de Abreu.

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