Explorando os encantos do Egito: um mergulho na civilização faraônica

Por Marina Araújo em 15/05/2024 às 13:09:56
Grande Esfinge de Gizé, mais conhecida apenas como Esfinge, é uma grande estátua de pedra calcária que representa uma criatura mítica com corpo de leão e cabeça humana / GB Imagem

Grande Esfinge de Gizé, mais conhecida apenas como Esfinge, é uma grande estátua de pedra calcária que representa uma criatura mítica com corpo de leão e cabeça humana / GB Imagem

O ponto turístico mais visitado do Egito sem dúvida alguma é a Vila Faraônica. Localizada às margens do Rio Nilo, nos arredores do Cairo, mostra resquícios de uma civilização avançada que floresceu há milhares de anos permitindo ao visitante apreciar as pirâmides, templos e necrópoles, todos testemunhos da civilização egípcia. A descoberta desse mundo único dos testemunhos da maravilhosa civilização egípcia prossegue fora da área urbana da cidade, revelando um panorama fascinante de história e cultura.

Nos arredores do Cairo, encontram-se as majestosas pirâmides de Gizé, que incluem a Grande Pirâmide de Quéops, uma das Sete Maravilhas do Mundo Antigo. A Esfinge de Gizé, com seu corpo de leão e cabeça humana, é um símbolo imponente do poder faraônico e uma parada obrigatória para todos os turistas. Além disso, os restos arqueológicos de Mênfis, a mais antiga capital do Egito, oferecem um vislumbre das antigas dinastias que governaram esta terra. Saqqara, com suas tumbas esplendidamente decoradas e a icônica Pirâmide de Djoser, também merece uma visita.

A dança do ventre é uma atração cultural à parte no Egito. A dança pode ser conferida em locais como El-Hambra, Sheraton Hotel e na Praça El Galaa Doqqi. Assistir a uma performance de dança do ventre é uma experiência imersiva na rica cultura egípcia, que encanta e fascina visitantes de todas as partes do mundo.

Com mais de cinco milênios de história, o Egito oferece uma riqueza de monumentos e sítios arqueológicos ao longo do Rio Nilo. É o maior tesouro arqueológico ainda em exploração que a humanidade conhece. O Cairo, a vibrante capital, recebe anualmente mais de quatro milhões de turistas. A cidade é um ponto de encontro entre o Oriente e o Ocidente, herdeira de fascinantes traços do passado, rica em cores, atividades, sons, movimentos e perfumes. Entre tumbas faraônicas e suntuosos palácios de uma época distante, o Cairo se apresenta como uma explosão de cores fortes e luminosas, surgindo em um privilegiado ponto geográfico às margens do Rio Nilo. Com o tempo, a cidade expandiu-se para a margem ocidental do rio, englobando as pirâmides de Gizé e alcançando até Heliópolis, uma cidade satélite nascida no meio do deserto.

Rica em história e arte, a cidade do Cairo possui exposições únicas no mundo. O Museu Egípcio é um dos destaques, abrigando atrações de inestimável valor arqueológico, como o famoso tesouro de Tutankamon, incluindo sua máscara mortuária de ouro maciço, descoberta em 1922 pelo arqueólogo Howard Carter. Outra visita obrigatória é o Museu Islâmico, que possui um vasto acervo de arte árabe e islâmica.

A Grande Esfinge de Gizé, uma estátua monumental de pedra calcária que representa uma criatura mítica com corpo de leão e cabeça humana, é uma das imagens mais icônicas do Egito. Localizada no planalto de Gizé, na margem oeste do Rio Nilo, a Esfinge é geralmente considerada uma representação do faraó Quéfren.

O Velho Cairo, situado ao longo da margem oriental do Nilo, é tradicionalmente habitado pela comunidade cristã copta. Desenvolveu-se ao redor da antiga fortaleza romana da Babilônia, da qual restam hoje notáveis traços. Este bairro é um testemunho importante da arte e cultura coptas, com diversos edifícios religiosos, como as igrejas de Santa Maria e São Sérgio, e o famoso Museu Copto. O bairro do Vasai, conhecido pela produção de cerâmica de alta qualidade, também é um ponto de interesse.

A Igreja de São Jorge, ou Abu Sarga, é a primeira igreja que se encontra ao cruzar a Muralha da Cidadela. Fundada no Século X, a igreja, segundo a tradição local, abrigou Maria e o menino Jesus durante a fuga para o Egito. Com uma estrutura bizantino-egípcia, a igreja está dividida em três naves e possui belas colunas de mármore trazidas de antigos prédios.

Ao passear pelo Cairo, não deixe de visitar a Igreja de Santa Bárbara, fundada no Século V e reconstruída no Século IX. A igreja possui uma estrutura semelhante à da Igreja de São Jorge e abriga belíssimos afrescos e as relíquias da santa martirizada no Século III. Próxima à Igreja de Santa Bárbara, a Sinagoga de Ben Ezra foi construída como uma igreja copta e mais tarde vendida à comunidade judaica no final do Século IV. É a mais antiga e importante sinagoga egípcia, situada, segundo a lenda, no local onde o patriarca Moisés parou para rezar.

A Igreja de Santa Maria, conhecida como "A Suspensa" ou "Igreja Pênsil", está edificada em posição elevada sobre os restos da Fortaleza da Babilônia. Fundada no Século IV e reconstruída no Século XI, foi a sede do patriarcado copto por quatro séculos a partir do ano 1000 d.C.

A Porta das Conquistas, edificada no lado norte das muralhas da cidade medieval, é um excelente exemplo da arquitetura árabe. A Bab Zuwaila, a abertura sul da cidade medieval, construída no Século XI, apresenta um estilo arquitetônico similar às portas norte.

O Teatro Ópera, inaugurado em 1988 em substituição a um teatro do Século XIX que foi destruído por um incêndio em 1971, é um destaque cultural mais recente, mas igualmente interessante.

A melhor época para visitar o Egito é de outubro a abril, quando o clima é mais ameno. No entanto, o país exige visto de entrada e permanência, por isso é essencial planejar a viagem com antecedência e consultar um agente de viagens para garantir uma experiência tranquila.

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