Justiça manda prender representantes de organização social acusados de desvio mais de R$ 9 milhões dos cofres públicos

Por Cezar Guedes em 25/06/2020 às 16:05:18
O Hospital Estadual Alberto Torres é uma das unidades sob gestão do Instituto Lagos Rio

O Hospital Estadual Alberto Torres é uma das unidades sob gestão do Instituto Lagos Rio

Agentes do Grupo de Atuação Especializada no Combate à Corrupção, do Ministério Público do Estado do Rio de Janeiro realizaram nesta quinta-feira (25) a Operação Apagão, para cumprir sete mandados de prisão e 14 de busca e apreensão contra 12 denunciados por organização criminosa envolvendo o Instituto dos Lagos Rio, OS que teve empenhos a seu favor no total de cerca de R$ 650 milhões entre 2012 e 2019. A organização social foi contratada pelo governo estadual para administrar várias unidades de saúde. Foram cumpridos mandados no Rio, Petrópolis, Itaboraí e até em São Paulo. De acordo com o que apurado pelo MP, o ILR forjou documentos para atestar sua capacitação técnica.

As investigações apontaram que o desvio do dinheiro público "se dava com o pagamento de valores superfaturados em favor de sociedades empresárias, sob o pretexto da aquisição de produtos ou terceirização de serviços necessários ao atendimento das UPAs e hospitais administrados pelo Instituto Lagos Rio". Ainda de acordo com as investigações, com o pagamento superfaturado era realizado, "o repasse dos valores excedentes era feito aos dirigentes da organização criminosa ou para terceiros indicados por eles".

Os denunciados são Juracy Batista de Souza Filho e seus filhos, Fabio Figueiredo Andrade de Souza e Fernanda Andrade de Souza Risden; o cunhado José Marcus Antunes de Andrade, além de Sildiney Gomes Costa, José Carlos Jorge Lima Buechem, Hugo Mosca Filho, ex-dirigentes da instituição, e dos empresários Renê Borges Guimarães, José Antonio Sabino Júnior, José Pedro Mota De Sousa Ferreira, José Antônio Carauta de Souza Filho e Gustavo de Carvalho Meres.

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