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MPF denuncia ex-presidente do Detro por lavagem de dinheiro

Por Cezar Guedes em 05/08/2020 às 18:45:12

Pelos crimes de lavagem de dinheiro e contra o sistema financeiro, o Ministério Público Federal denunciou o ex-presidente do Departamento Estadual de Transporte (DETRO), Rogério Onório. Outras oito pessoas também foram arroladas por crimes que movimentaram aproximadamente R$ 22 milhões no Brasil e USD 8 milhões no exterior.

Onofre é acusado de fazer parte de uma organização criminosa que atua no sistema de transporte estadual, segundo a Força-Tarefa da Lava Jato do MPF. Além de Onofre, foram denunciados: Dayse Deborah Alexandra Neves (esposa), Rodrigo Chedeak, além de outras seis pessoas que firmaram acordos de colaboração premiada, que permitiram a descoberta dos crimes.

Em 30 de julho, a Polícia Federal e o MPF cumpriram três mandados de busca e apreensão expedidos pela 7ª Vara Federal Criminal, um na capital e dois em Paraíba do Sul, interior fluminense. As investigações apontaram um sofisticado sistema de lavagem de dinheiro com a compra de imóveis no Paraná, Santa Catarina e Minas Gerais, com entregas de dinheiro em espécie no Rio de Janeiro, além de ocultar recursos no exterior.

Na denúncia, o MPF aponta que Rogério Onofre e Dayse, entre 2010 e 2017, praticaram oito atos de lavagem de dinheiro por intermédio de organização criminosa, com a realização de operações de compra e venda de imóveis em nome de terceiros, nos Estados do Paraná, Santa Catarina e Minas Gerais, no valor de R$ 20.561.817,00. Entre 2014 e 2016, o casal também manteve conta no exterior, em nome de uma offshore, com o montante de USD 8.341.420,86.

As investigações identificaram, ainda, que, entre julho de 2013 a agosto de 2014, em quatorze oportunidades distintas, foi entregue um valor total de R$ 1.850.000,00 pertencentes a Rogério Onofre e Dayse a Rodrigo Chedeak, estando em apuração o destino dado a esse valor.

Operação Ponto Final - A Operação Ponto Final foi, inicialmente, deflagrada em 2017 e revelou o pagamento de propinas por empresários do setor de transporte para autoridades do estado, entre elas o ex-governador Sérgio Cabral, já condenado a quase 300 anos de prisão, e Rogério Onofre, denunciado por receber R$ 43 milhões.

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