O Tratado de Tordesilhas evitou uma guerra

No ano de 1493, o Papa Alexandre VI editou a bula que causou a maior polêmica entre Portugal e Espanha / Arquivo GB Imagem

Com a descoberta da América por Colombo, a 12 de outubro de 1492, os reis de Aragão e Castela (Espanha) conseguiram do Papa Alexandre VI uma bula que delimitava a soberania sobre as terras descobertas ou por descobrir, dividindo-as entre Portugal e Espanha.

Essa bula contrariou os interesses portugueses que tinham sido defendidos pelos papas anteriores. Dizia que seria propriedade de Castela e Aragão todas as terras e ilhas descobertas ou a descobrir, situadas a oeste da linha meridiana imaginada a cem léguas das Ilhas dos Açores e Cabo Verde. O rei de Portugal protestou dizendo que Cabo Verde e Açores estando em longitudes diferentes não poderiam demarcar nada. Tal protesto foi levado à Espanha e a Roma, dando início a extensas e tensas negociações.

A situação foi se complicando cada vez mais e não havia acordo tanto que Portugal e Espanha já se preparavam para a guerra, quando representantes dos dois países fizeram uma última reunião na cidade de Tordesilhas, na Espanha. Foi daí decidido assinar um acordo que ficou conhecido como Tratado de Tordesilhas. Tal assinatura aconteceu no dia 07 de junho de 1494.

Por esse tratado, os dois países aceitavam que se dividissem as terras descobertas ou a descobrir, por uma linha direita do Polo Ártico até o Polo Antártico, a 370 léguas das Ilhas de Cabo Verde para a parte do poente.

O Meridiano de Tordesilhas, como ficou conhecido essa linha, passava por Belém do Pará, indo até Laguna em Santa Catarina, o que dava a Portugal, antes do descobrimento do Brasil, posse de 2.800.000 km2 de terras brasileiras.

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